Pintas e verrugas oculares devem ser examinadas

Além de incomodarem o paciente, causando um desconforto estético, pintas e verrugas oculares devem ser examinadas com atenção porque podem indicar a existência de um tumor na área.

Tecnicamente, qualquer pinta ou verruga é considerada um tumor, que pode ser benigno ou não. Quando uma pinta ou verruga é observada na área dos olhos, deve-se procurar um oftalmologista, pois ela pode se modificar, crescer, sangrar, e, em alguns casos, dar origem a feridinhas que não cicatrizam. Diante de qualquer um destes sinais é importante procurar auxílio médico.

Após o exame clínico do oftalmologista, a etapa seguinte do tratamento é a retirada das pintas e verrugas, que pode ser feita com ultrassom ou exérese. Em seguida, faz-se a biópsia do material retirado, para saber se há necessidade de um acompanhamento oncológico também. É importante fazer a análise do material retirado, pois alguns tipos de pintas e verrugas costumam aparecer antes do diagnóstico de um melanoma.

As pintas e as verrugas ao redor dos olhos podem surgir por causas variadas, como fatores genéticos, excesso de exposição solar ou devido à presença do papiloma vírus. Em média, as pessoas têm de 17 a 25 pintas, mas há aquelas que chegam a ter mais de cem pintas, fato que se repete em outros membros da família. Essas precisam ser observadas, especialmente se houver um caso de melanoma num tio ou num avô, por exemplo, porque isso caracteriza a síndrome do nevo displásico ou síndrome do nevo atípico.

Como existe a possibilidade de o melanoma ter origem congênita – 8% dos casos -, há grupos familiares com incidência maior da doença por causa do número de pintas. Quanto maior o número de pintas, maior a incidência desses tumores.