Cirurgias do canal lacrimal

Obstrução das vias lacrimais em crianças

Uma das alterações oculares mais frequentes observadas em crianças com menos de um ano de idade é a Obstrução Congênita da Vias Lacrimais (OCVL). A causa mais comum de lacrimejamento do recém-nascido é a obstrução do canal lacrimal. Além da obstrução congênita das vias lacrimais, outras doenças, tais como glaucoma congênito, conjuntivite, triquíase (cílios que nascem virados para o olho) e fechamento incompleto das pálpebras também podem provocar o excesso de lacrimejamento.

Cirurgia para desobstrução do canal lacrimal em crianças

Na grande maioria dos casos, a OCVL desaparece antes do primeiro ano de vida da criança. Recomendamos a realização de massagens, compressas com água morna, limpeza dos olhos com soro fisiológico ou colírios de lágrima artificial. As massagens no saco lacrimal e no trajeto do ducto nasolacrimal são a opção de tratamento mais efetiva.

Quando as massagens e o tempo não resolvem o problema, surge a necessidade de desobstrução do ducto nasolacrimal através de um procedimento cirúrgico chamado sondagem, realizada pelo oftalmologista. Normalmente, não realizamos este tipo de procedimento, a cateterização, antes dos nove meses de idade. Para a realização desta cirurgia, a criança deve estar sob sedação (anestesia geral inalatória), portanto ela é realizada no hospital, porém de forma ambulatorial.

Obstrução das vias lacrimais em adultos

A obstrução lacrimal em adultos tem as seguintes causas prováveis

  • Idiopáticas: causas desconhecidas (46% dos casos);
  • Traumas;
  • Dacriolitos: debris inflamatórios contaminados com bactérias e fungos, que se acumulam dentro do saco lacrimal;
  • Tumores.

Cirurgia para desobstrução do canal lacrimal em adultos

Antes da cirurgia propriamente, realiza-se a sondagem da via lacrimal, realizada sob anestesia geral, com técnica e materiais adequados. Se não houver sucesso na primeira sondagem, realiza-se a segunda. Se não houver sucesso na segunda, indica-se a colocação de um tubo de silicone ou a cirurgia chamada dacriocistorrinostomia.

No adulto, a sondagem das vias lacrimais serve apenas como diagnóstico e é feita no consultório. O tratamento é cirúrgico. A dacriocistorrinostomia  pode ser feita por via aberta ou endoscópica. A forma endoscópica é realizada por um oftalmologista acompanhado de um otorrinolaringologista e não apresenta de incisão na pele.

Implante de plugue lacrimal

O tratamento do olho seco tem como objetivo primordial assegurar a lubrificação dos olhos por meio do uso de lágrimas artificiais. O uso de colírios lubrificantes melhora a qualidade de vida do paciente com olho seco de maneira significativa, já que em 80% dos casos a síndrome varia de leve a moderada.Quando essa alternativa não produz os efeitos desejados, pode-se pensar nas opções cirúrgicas:

Cirurgia de implante do plugue ocular

Uma boa solução para casos graves de olho seco está na oclusão do ponto lacrimal, que pode ser útil na função de manter as lágrimas. Quando cogitamos essa hipótese, o quadro geralmente já está avançado. O procedimento é feito com plugs, que podem ser provisórios ou definitivos. Uma espécie de tampa de silicone do tamanho de uma semente de gergelim, o plug é o método menos invasivo para se ocluir um ponto lacrimal. Em casos em que há intolerância a esse tipo de tratamento, opta-se pela cauterização, que é a oclusão irreversível.

Tarsorrafia

Outra alternativa terapêutica para tratar o olho seco é a tarsorrafia, procedimento cirúrgico reversível, em que a fenda palpebral é diminuída, visando diminuir o desconforto ocular do paciente.