O que é a Síndrome do Olho Seco?

A síndrome ou doença do olho seco (DOS) é provocada por uma alteração da lágrima, na qualidade, na quantidade, ou em ambas.

Ao contrário do que muita gente pensa, a doença do olho seco é um problema ocular muito comum, mas é frequentemente confundida como infecções, inflamações ou alergias oculares.

A função da lágrima é lubrificar o globo ocular com qualidade e quantidade e quando isso não ocorre, e a lágrima por algum motivo perde sua qualidade e quantidade, pode-se dizer que se inicia a doença do olho seco.

Causas da Síndrome do Olho Seco

síndrome do oho seco - Tratamento em São Paulo
  • Doenças oculares: sintomáticas como a blefarite ou inflamação da borda palpebral, com crises de conjuntivite, perda de cílios, hordéolo, ou assintomáticas com infestação por demodex.
  • Fatores ambientais: clima seco com baixa umidade, vento, sol, ar-condicionado, poluição, fumaça de cigarro.
  • Doenças sistêmicas: artrite, lúpus, Parkinson, síndrome de Sjögren, alergias e doenças dermatológicas.
  • Idade: acima de 65 anos o organismo produz menor quantidade de lágrima.
  • Sexo: mais frequente entre as mulheres.
  • Racial: asiáticos são mais afetados.
  • Estilo de vida: uso frequente de eletrônicos (computador, tablet, celular, …), uso de lentes de contato.
  • Previa cirurgia refrativa na córnea.
  • Medicamentos: descongestionantes, antialérgicos, antidepressivos, tranquilizantes diuréticos, anti-hipertensivos …, e outros.
  • Cirurgia plástica facial e palpebral.

Diagnóstico

Na consulta se avalia a visão, a refração (grau de óculos), o fundo de olho, a pressão intraocular e o teste dos corantes para superfície ocular.

O oftalmologista pode optar por um teste específico conhecido como TOS (Teste para avaliação de Olho Seco), que vai avaliar a altura do menisco lacrimal, o grau da hiperemia, a meibografia e a coloração corneana, além da osmolaridade e do volume do menisco lacrimal. O exame MMP-9, pode indicar componente inflamatório da doença do olho seco.

O diagnóstico poderá ser classificado em:

  1. Doença do olho seco tipo evaporativo (associada à disfunção das glândulas de meibômio
  2. Doença do olho seco por deficiência de produção aquosa;
  3. Causa mista, tanto evaporativa como de produção, que é a mais frequente;
  4. Pode ter componente inflamatório.

Glândulas de meibômio

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São glândulas que se localizam nas pálpebras, superior e inferior, que secretam uma substância oleosa que recobre a porção aquosa da lágrima. Porém, essa secreção gordurosa pode ter dificuldade em se misturar à lágrima devido ao fechamento ou estreitamento do orifício da glândula. Essa situação leva à evaporação excessiva da lágrima, provocando a Síndrome do Olho Seco.

Sintomas da Síndrome do Olho Seco

Ardência nos olhos;
Embaçamento visual
Queimação;
Sensação de secura;
Sensação de areia no olho;
Vermelhidão;

Tratamento do Olho Seco

Com energia térmica localizada:

  1. É um procedimento médico ambulatorial (não é cirurgia!);
  2. Não é necessário internação;
  3. Realizado em ambiente de repouso cirúrgico;
  4. Após desinfecção das pálpebras;
  5. Colírio anestésico: tópico, local;
  6. Aplicação da ETL – energia térmica localizada (iLux);
  7. Não é necessário curativo;
  8. Colírios: lubrificante / anti-inflamatório, uso a critério médico após aplicação.
Atenção: a doença do olho seco (DOS) é uma condição clínica crônica. Não perca o foco, visite de maneira regular o seu oftalmologista.

Medidas gerais:

  • Controle ambiental;
  • Controlar o uso de eletrônicos;
  • Conferir efeitos colaterais de medicação sistêmica.

Medidas locais:

  • Higiene palpebral, medicamentosa.
  • Colírios: uso adequado e frequente.
  • Gel: quando necessário.
  • Orientar uso racional de lentes de contato.
  • Calor local, com equipamentos específicos para melhorar o funcionamento das glândulas de meibômio (iLux®).

Teste do Olho Seco

Consultation with an ophthalmologist. Medical equipment. Coreometry

O exame permite diagnosticar e avaliar o grau da doença do olho seco, sendo um exame indolor e com contato na pálpebra inferior.

Esse exame é realizado sob supervisão do Dr. Vírgilio Centurion, diretor clínico do Instituto de Moléstias Oculares e especialista na Doença do Olho Seco.

Para saber mais sobre esse exame, CLIQUE AQUI.

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