Se você está na dúvida se deve trocar os óculos pelas lentes de contato… Saiba que elas liberam o rosto da armação e das lentes grossas, não machucam o nariz e dão maior liberdade à prática esportiva. Além disso, não reduzem o campo de visão, podem ser usadas com óculos escuros, não embaçam e para as mulheres apenas: não escondem a maquiagem.

E o melhor: corrigem a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia. São uma boa alternativa para quem tem receio de fazer uma cirurgia refrativa. As lentes de contato só não são indicadas para quem tem algum tipo de alergia, infecção ou doença ocular, baixa produção lacrimal ou intolerância ao produto.

Ao optar pela troca dos óculos pelas lentes, o paciente deve fazer uma nova consulta ao oftalmologista para receber as orientações necessárias.

Tipos de lentes

Basicamente, existem dois tipos de lentes: as rígidas e as moles ou gelatinosas. As primeiras têm maior durabilidade, são fáceis de limpar e são usadas simultaneamente com a maioria dos colírios. Entretanto, podem ser desconfortáveis durante o período de adaptação e se movimentam com maior facilidade. Fazem parte desse grupo as lentes que são indicadas para corrigir qualquer deformidade da córnea, como o astigmatismo ou o ceratocone.

Já as lentes gelatinosas são macias, confortáveis desde o primeiro dia de uso, raramente saem do lugar e têm alta hidratação, porém necessitam de uma higienização mais rigorosa. Neste grupo encaixam-se as descartáveis, as de uso prolongado e as coloridas. As lentes rígidas e inflexíveis que eram usadas no passado perderam espaço. A lentes, hoje, vêm com filtro solar, que protegem a córnea contra os raios ultravioleta, prevenindo a catarata.

Diante de tantas opções disponíveis no mercado, apenas o oftalmologista pode dizer qual é a mais indicada para cada caso e estipular o tempo adequado de utilização das lentes. Para isso, é preciso avaliar o problema ocular, o grau (o das lentes de contato, especialmente das rígidas, é diferente do receitado para os óculos), o diâmetro da córnea, a sensibilidade do paciente e, por fim, a curvatura da lente.

As consultas periódicas ao oftalmologista – no mínimo, uma vez por ano – também são imprescindíveis. Mesmo uma lente bem adaptada pode, a qualquer momento, provocar desconfortos, reações alérgicas e tantas outras complicações que vão desde uma conjuntivite até uma úlcera de córnea.