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Apesar dos pais saberem que a diabetes na infância requer insulina para controlar as taxas de açúcar no sangue, muitos não compreendem completamente todos os riscos associados à doença e, principalmente, os riscos associados aos problemas de visão.

A diabetes mellitus é uma doença do grupo das doenças metabólicas caracterizada por níveis elevados de açúcar no sangue. Existem dois tipos principais de diabetes: o tipo 1 e o tipo 2. A forma mais comum em crianças é a diabetes mellitus tipo 1 , que também pode ser chamada de diabetes juvenil ou diabetes insulino-dependente. Este tipo da doença é originário de um problema no sistema imunológico da criança e requer um monitoramento contínuo dos seus níveis de  glicose.

“Geralmente, o diabetes insulino-dependente apresenta sintomas como o excesso de peso, muita sede e micção frequente. Se não for tratada, a condição pode causar perda de consciência e outras doenças graves. Pacientes pediátricos com diabetes também podem desenvolver catarata. A catarata é a opacificação do cristalino, que prejudica a visão, e pode exigir uma cirurgia para restaurá-la”, alerta o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Crianças com diabetes tipo 1 precisam ter seus níveis de açúcar no sangue constantemente monitorados. A gestão da doença também abrange mudanças dietéticas, exercícios físicos e medicação, como as injeções de insulina para se manterem saudáveis. Sem controle, tanto taxas extremamente baixas de açúcar no sangue (hipoglicemia), quanto a elevação das taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) podem ser uma ameaça à vida, podendo até requerer hospitalização.

O diabetes tipo 1 pode afetar a visão e alguns pacientes podem chegar à cegueira. A complicação mais significativa neste grupo de pacientes é a retinopatia diabética. A retinopatia envolve danos aos vasos sanguíneos da retina. Esses vasos, devido ao diabetes descompensado, vão se tornando obstruídos e/ou vão crescendo de forma anormal. A retinopatia é rara antes dos 10 anos de idade, porém o risco aumenta conforme o tempo de diagnóstico da doença. Os tratamentos para evitar a progressão da retinopatia diabética, tais como o laser e/ou a cirurgia, podem ser úteis para evitar a perda visual ou restaurar a visão.

Quando uma criança é diagnosticada com diabetes tipo 1, um exame oftalmológico é frequentemente recomendado. Dependendo dos resultados do exame, o oftalmologista  irá recomendar  a periodicidade do retorno, pois  o monitoramento da saúde ocular deve ser tão frequente quanto o da saúde geral do paciente para que o os problemas oculares associados ao diabetes possam ser diagnosticados e tratados em tempo hábil.

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